-
“30/07/2020 [19 semanas de pandemia]”
- Voltar
Documento
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Miniatura
DESCRIÇÃO
A Coleção Testemunhos da Pandemia de COVID-19 é fruto de um trabalho conjunto entre o Museu das Memórias (𝘐𝘯)Possíveis e o Coletivo Testemunhos da Pandemia.
TÍTULO
“30/07/2020 [19 semanas de pandemia]”
NÚMERO DE REGISTRO
MMI.TP.0119
OUTROS IDENTIFICADORES
Crônicas e produções têxteis de plantão: reflexões e ilustrações na pandemia pelo covid- 19 em Porto Alegre - RS - Brasil
DADOS DA PRODUÇÃO DIGITAL
AGENTE PRODUTOR
LOCAL DE CRIAÇÃO
DATA DE CRIAÇÃO
julho de 2020
TIPO DE RECURSO
FORMATO DO RECURSO
TÉCNICA/MATERIAL DO RECURSO
Documento nato digital
DESCRIÇÃO DO RECURSO
30/07/2020 - [19 semanas de pandemia]
19 semanas de pandemia. "Uma noite longa/ Pruma vida curta/ Mas já não me importo/ Basta poder te ajudar/ E são tantas marcas/ Que já fazem parte/ Do que eu sou agora/ Mas ainda sei me virar" (Os Paralamas do Sucesso). 90 mil mortos. Lendo Eva Luna (Isabel Allende) encontro, nas primeiras páginas, uma fala da personagem Consuelo: tendo os corpos ao alcance da mão, é mais fácil recordá-los". Tenho ouvido muitos relatos de sonhos, muitas elaborações e frases tipo: a única coisa que faço, nessa pandemia, é pensar. O resto não tem mais importância. E o que leva a continuar, a buscar esperança, a assar um pão, escrever poemas, fazer doces e sopas? O que faz alguém trocar os filhos de escola, porque entende que a escola precisa ser inclusiva? O que leva alguém a dizer que o capitalismo coloca o trabalhador contra o trabalhador? O que faz um servidor se recusar a fazer o teste para ver se está contaminado ou criou defesa para os ataques do covid-19-19? Como alguém se opõe aos cuidados.? Estamos numa briga entre cuidadores e descuidados. Buscamos os estatutos de vida. A vida tem de ter esta base e, daqui, não cedemos. Ouvi muita coisa interessante sobre o desejo ser uma memória que não temos e que o melhor sabor do pão é o pão compartilhado (Madre Tereza de Calcutá). Nos tempos e nos lutos e no medo das perdas, tenho pacientes, e, quase tão próximos como parentes, infectados por covid-19-19, escuto uma alusão à flor Calêndula. Escutei-a assim: Cá lendo lá. Alguém nos leia e nos ajude a traduzir. E nos ajudem a enterrar os 90 mil corpos. Não os esqueçam.
__
Sou plantonista do Pronto Atendimento em Saúde Mental do Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul, pref de POA. Escrevi cerca de 80 crônicas semanais de maio de 2020 a dezembro de 2021. São textos que tratam das escutas do plantão, do consultório, do que vivíamos como país na pandemia, aliadas a manifestações culturais como música e poesia. Ilustrei muitos com fotos de minha produção em arte têxtil. Está ancorado no SUS, espaço de cuidados e esperança. Publiquei semanalmente no fb com interlocução.
DADOS ADMINISTRATIVOS
CONDIÇÕES DE REPRODUÇÃO - DIREITOS DE IMAGEM
Você pode compartilhar, copiar e redistribuir o material em qualquer meio ou formato, desde que você dê o devido crédito ao Museu das Memórias (𝘐𝘯)Possíveis (deve citar o Agente Produtor do material). Você não pode comercializar o material e nem produzir derivações dele: se você remixar, transformar ou construir sobre o material, não poderá distribuir o material modificado.
Licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0
DATA DE AQUISIÇÃO
10/02/2023
FORMA DE AQUISIÇÃO
Doação
PARTICIPANTES DO PROCESSO DE MUSEALIZAÇÃO
Dani Marin > Catalogação | Maria Soledad Méndez > Pessoa pesquisadora | Alexandre Costi Pandolfo > Pessoa pesquisadora | Vanessa Solis Pereira > Pessoa pesquisadora | Ana Maria Dall'Agnese > Pessoa pesquisadora | Carla Cervera Sei > Pessoa pesquisadora | Francielle Limberger Lenz > Pessoa pesquisadora
HISTÓRICO DO ITEM
Utilizado no projeto Memória nas redes sociais, em 2025.
Utilizado no Projeto: Você lembra o que acontecia 5 anos atrás?, em 2025.

