Museu na Semana Ditadura, Arquivos e Memória do Arquivo Nacional
30 de março de 2026

No dia 31 de março haverá o lançamento da coletânea do Prêmio Memórias Reveladas 2024. O Museu das Memórias (𝘐𝘯)Possiveis, através da Exposição Cativeiro Sem Fim: as histórias dos bebês, crianças e adolescentes sequestrados pela ditadura militar no Brasil (2023), recebeu o Prêmio de Pesquisa Memórias Reveladas concedido pelo Arquivo Nacional (5ª edição – 2024).

Saiba mais:

O prêmio tem como objetivo premiar resultados de pesquisas com base em fontes documentais referentes ao período da ditadura militar brasileira e suas consequências em anos posteriores, sob a guarda ou não do Arquivo Nacional. Atualmente, recebe trabalhos nas categorias Artigo Acadêmico, Projeto Pedagógico e Material de Comunicação. O concurso é aberto a todos, independentemente do nível de formação acadêmica, e a análise dos projetos inscritos é realizada por comissão julgadora formada por especialistas com atuação consolidada em suas áreas de conhecimento. Mais informações do prêmio podem ser acessadas aqui.

O projeto do Museu a receber o Prêmio foi a Exposição Cativeiro Sem Fim: as histórias dos bebês, crianças e adolescentes sequestrados pela ditadura militar no Brasil, realizada a partir da pesquisa do jornalista investigativo, Eduardo Reina.

Em 2019, Eduardo Reina publicou o livro Cativeiro sem Fim: as histórias de bebês, crianças e adolescentes sequestrados pela ditadura militar no Brasil. Neste livro, Eduardo prova com uma pesquisa exaustiva e de fôlego que o sequestro de crianças não era uma exceção na ditadura militar brasileira, mas um método, uma regra. Eduardo nos conta que no Brasil, diferentemente de outros países da América Latina, são os filhos que procuram os pais e não os pais que procuram os filhos, seja porque foram assassinados, seja porque ainda têm medo dos militares, seja porque estão traumatizados.  Os efeitos traumáticos destas violências são devastadores. Sabemos o quanto a lógica da filiação é estruturante na constituição psíquica dos sujeitos. Portanto, romper esses laços da forma cruel como revelam as histórias de sequestros de crianças, é condenar essas pessoas a lugar nenhum, a lugares vazios.

Indagações centrais no trabalho da exposição são: Como é para esses pais terem os filhos sequestrados pelos seus torturadores? Como é para os filhos descobrirem que seus pais “adotivos” são os torturadores ou assassinos dos pais biológicos ou têm relações com estes criminosos? Onde estão esses filhos? Onde estão esses pais? Quem são? 

Visite a Exposição Cativeiro Sem Fim: as histórias dos bebês, crianças e adolescentes sequestrados pela ditadura militar no Brasil

Assista ao evento de lançamento da Exposição, no canal do Youtube do Museu.