Não vê no meio da sala as relíquias do Brasil
2 de setembro de 2022

Não vê no meio da sala as relíquias do Brasil: Manoela Cavalinho conversa com o Museu das Memórias (In)Possíveis

EVENTO GRATUITO

Data: 19/09/2022

Hora: 20:30

O que é  um país? O que lhe confere uma unidade? O que é o Brasil? O que significa ser brasileiro? O que comemoramos quando comemoramos a independência do Brasil? Somos independentes? Algum dia fomos? Algum dia deixamos de ser colônia? O que é o Brasil? Quem somos nós? 

Quantas histórias apagamos, matamos, sufocamos, esquecemos, soterramos para forjar uma ideia de Brasil? Quem são os esquecidos da história? O que significa o esquecimento? Como retornam as memórias esquecidas?

O Museu das Memórias (In)Possíveis acredita que temos o compromisso ético de lembrar das memórias subterrâneas de um país que tem como método o apagamento dos considerados matáveis no país. Um país que ante a pergunta “Independência ou Morte” escolheu sempre a morte. A morte da história, a morte da memória, da verdade e da justiça. Escolheu a morte de todos aqueles que se opuseram à memória oficial de um país forjada pelo sangue, morte, desaparecimento dos que não concordam com aqueles que detém o poder. 

Por essa razão, para (des)comemorar a independência (e morte) do Brasil, na 16ª Primavera dos Museus, cujo tema é “Independências e museus: outros 200, outras histórias” convidamos a artista Manoela Cavalinho para conversar com o Museu das Memórias (In)Possíveis sobre seu trabalho Epigramas. Um trabalho que busca inscrever no espaço público as violências cometidas pelo estado na ditadura civil-militar brasileira.  

Assista ao evento aqui