Testemunhamos em tempo real um genocídio. Vemos continuamente a imprensa internacional nos mostrando crianças morrendo, gente morrendo em ataques e bombardeios, morrendo de fome, morrendo por falta de medicamentos, por falta de tudo. Contêiner cheios de comida inacessíveis a pessoas famintas convivem lado a lado. Não falta comida propriamente, mas a fome virou método, virou arma. Como uma perversidade dessas se torna possível numa sociedade?
Falta de água potável, falta de saneamento básico; falta a liberdade de ir e vir, falta o respeito e a dignidade, falta de humanidade. Qual a nossa responsabilidade nisso tudo? Vamos assistir o genocídio em Gaza em silêncio? O que podemos fazer?
O Museu das Memórias (In)Possíveis acredita no poder do testemunho, no poder da palavra. No dia 11 de outubro, estaremos com Letícia Furlan, psicóloga, gerente de atividades de saúde mental do Médicos sem Fronteiras (MSF), que esteve em Gaza e vai nos contar das pessoas que encontrou e escutou, o que viu, sentiu, viveu. Estaremos também com Benjamin Serroussi, integrante do Judias e Judeus pela Democracia. Benjamin vai nos contar como é ser um judeu e assistir a este genocídio em curso.
Apostando no poder da palavra, do diálogo, do testemunho, abrimos esse espaço de escuta do horror, no intuito de que possamos criar e sonhar outros mundos possíveis.
Letícia Furlan Rodrigues é psicóloga, graduada e pós-graduada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), especialista em Redes de Atenção Psicossocial e atualmente pós-graduanda em Psicologia e Migração pela PUC. Possui mais de 8 anos de experiência em saúde mental, com ênfase na saúde pública, atuando em contextos de crise, desastres, guerra, migração e junto a populações vulneráveis. Além de já ter integrado a rede de atenção psicossocial do SUS em Santos e São Paulo, tem atuado em projetos humanitários com a organização internacional Médicos Sem Fronteiras em diversos países.
Benjamin Seroussi atua como curador, editor e gestor cultural. É diretor artístico da Casa do Povo (SP, Brasil), centro cultural judaico.
Foi diretor de programação do Centro da Cultura Judaica (2009-12), curador associado da 31ª Bienal de São Paulo (2013-14), curador chefe do projeto Vila Itororó Canteiro Aberto (2014-17) e coordenador de COINCIDÊNCIA, intercâmbios culturais entre Suíça e países da América do Sul (Pro Helvetia, 2017-2019).
Completou dois mestrados: em etnografia pela École Normale Supérieure e École de Hautes Etudes en Sciences Sociales e em gestão cultural pela Sciences-Po. Escreve e palestra com frequência sobre curadoria, lugares de memória, espaços autônomos e gestão cultural.
Gravação do evento aqui
11/10/2025 I 9hs I Evento virtual e gratuito via zoom
Inscrições: appoa@appoa.org.br