Por que um Museu das Memórias (In)Possíveis numa instituição psicanalítica?
6 de março de 2026

Em comemoração aos 5 anos do nosso trabalho

No ano de 2025, o Museu das Memórias (𝘐𝘯)Possíveis se ocupou da questão das chamadas deficiências, escutamos diversos testemunhos de quem está nessa condição, de quem se ocupa dela, de quem pensa nessa questão. Palavras como inclusão, acessibilidade e direitos fizeram parte das reflexões do nosso ano de trabalho. Ancorado na ética da psicanálise, o trabalho do Museu desde a sua fundação vem se dedicando à inscrever memórias e instaurar o acervo concernente às vidas que se encontram nas margens das cidades, da sociedade e da história. Nos ocupamos e nos preocupamos com os traços do desamparo que são possíveis guardar e registrar.

No ano de 2026, quando o Museu completa 5 anos de sua abertura ao público, propomos olhar para a nossa trajetória até aqui. Acreditando no poder da palavra e do testemunho, decidimos colocar em perspectiva as coleções, as exposições e os projetos, os quais merecem uma retomada da nossa parte. Entendemos esse movimento como articulado ao tempo da reinscrição, da reafirmação do nosso trabalho, tratando de olharmos, outra vez, desde outras perspectivas, para as janelas que já abrimos e que se tornaram fundamentais para a sustentação do trabalho de memória que é o nosso.

Iniciaremos, em maio, as atividades do Grupo de Trabalho Trauma e Memória: Interlocuções com um evento em comemoração aos 5 anos do Museu.

Em breve, divulgaremos mais informações.

Acompanhe nas redes sociais do Museu: https://www.instagram.com/museudasmemoriasinpossiveis/

Imagens, em ordem, por coluna:

1 – Capa da exposição “Quando um livro se torna álbum de família”;

2 – Fotografia da peça escultórica do Memorial a Stuart Wright, no local de instalação — de Cristina Pozzobon, na Coleção Marcas da Ditadura;

3 – Fotografia de Cassandra Calabouço (Primeira Montação) — de Alessandro Ruaro, na Coleção Memórias LGBTQIAPN+;

4 – Fotografia do epigrama “Nesta quadra morou Cilon Brum” — de Manoela Cavalinho, na Coleção Manoela Cavalinho;

5 – Capa da exposição (𝘪𝘯)finitas repetições;

6 – Narrativa do sonho “o prédio começou a cair” — do sonhador(a) 362, na Coleção Inventário de Sonhos;

7 – Fotografia do Reencontro: Casa dos avós de Diênnifer — de Maíra Brum Rieck, na Coleção Achutti – Vila Dique;

8 – Fotografia de colagem de Ademir Ferreira do Nascimento [126] — de Márcia Taboada de Souza Sottili, na Coleção (𝘐𝘯)finitas Repetições;

9 – Fotografia da obra de Crispim A. Campos, da série Deficiências;

10 – Capa da exposição Dos esqueletos no guarda-roupa aos Epigramas: uma jornada pelas memórias ocultas de Manoela Cavalinho;

11 – Capa da exposição Cativeiro sem Fim;

12 – Fotografia das mãos de Otávio das Chagas — de Lilo Clareto [Maurilo Clareto Costa] na Coleção Belo Monte: Violência e Etnocídio;

13 – Capa da exposição Vila Chocolatão: de que(m) é feito o centro da cidade;

14 – Capa da exposição Belo Monte: Violência e Etnocídio;

15 – Fotografia da remoção na Vila Chocolatão — de Luciane Susin e Marisa Batista Warpechowski, na Coleção Vila Chocolatão;

16 – Fotografia de Testemunho, luto, memória, clínica pública, psicanálise na rua, pandemia COVID-19 — de Alexandre Costi Pandolfo, na Coleção Testemunhos da Pandemia;

17 – Fotografia da Casa de Juracy Bezerra de Oliveira, no Araguaia — de Eduardo Reina, na Coleção Cativeiro sem Fim.

Conheça o acervo e as exposições do museu em: https://museu.appoa.org.br/site/