

{"id":547,"date":"2022-03-16T22:09:47","date_gmt":"2022-03-17T01:09:47","guid":{"rendered":"https:\/\/museu.appoa.org.br\/site\/?post_type=acontecimento&#038;p=547"},"modified":"2022-04-09T10:51:27","modified_gmt":"2022-04-09T13:51:27","slug":"lancamento-da-exposicao-vila-chocolatao","status":"publish","type":"acontecimento","link":"https:\/\/museu.appoa.org.br\/site\/acontecimento\/lancamento-da-exposicao-vila-chocolatao\/","title":{"rendered":"Lan\u00e7amento da exposi\u00e7\u00e3o Vila Chocolat\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Lan\u00e7amento da Exposi\u00e7\u00e3o Vila Chocolat\u00e3o: de que(m) \u00e9 feito o centro da cidade?<\/p>\n\n\n\n<p>Dia 02 de abril de 2022, \u00e0s 11h<\/p>\n\n\n\n<p>A &nbsp;Exposi\u00e7\u00e3o<strong> \u201cVila Chocolat\u00e3o: de que(m) \u00e9 feito o centro da cidade?\u201d<\/strong> conta a hist\u00f3ria da Vila Chocolat\u00e3o. Um lugar que n\u00e3o existe mais, a n\u00e3o ser nas lembran\u00e7as, narrativas e registros daqueles que a constru\u00edram. Essa vila, que \u00e9 como os ga\u00fachos se referem \u00e0s comunidades pobres, se situava no centro da cidade de Porto Alegre\/RS\/Brasil. N\u00e3o existe mais porque foi pensado pelo poder p\u00fablico que ela n\u00e3o poderia existir naquele local. Mas por que n\u00e3o? Por qual raz\u00e3o aquelas pessoas n\u00e3o poderiam mais viver ali em suas casas? O que isso diz de nossa sociedade e da rela\u00e7\u00e3o que mantemos com o espa\u00e7o p\u00fablico? Quem pode ficar e quem deve sair de um lugar?<\/p>\n\n\n\n<p>A cole\u00e7\u00e3o que d\u00e1 origem a exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 fruto do trabalho das psicanalistas Luciane Susin e Marisa Batista Warpechowski, que trabalhavam na FASC (Funda\u00e7\u00e3o de Assist\u00eancia Social e Cidadania) da Prefeitura de Porto Alegre\/RS\/Brasil. A maioria das fotos tamb\u00e9m s\u00e3o delas. Elas j\u00e1 acompanhavam as pessoas da Vila Chocolat\u00e3o bem antes da not\u00edcia da remo\u00e7\u00e3o por decis\u00e3o do poder p\u00fablico. Conheciam suas hist\u00f3rias, seus nomes, seus dramas e sonhos. Com a not\u00edcia do desalojamento, e frente \u00e0 impot\u00eancia de uma outra resolu\u00e7\u00e3o, dedicaram-se a escut\u00e1-los para auxili\u00e1-los a compor suas hist\u00f3rias e, para tal, o uso das fotografias surgiu como importante recurso: os habitantes, as casas, as passagens, os becos, os locais importantes para os moradores. As imagens d\u00e3o a ver parte de suas mem\u00f3rias afetivas relacionadas ao lugar, \u00e0 comunidade, ao tempo. S\u00e3o sobreviv\u00eancias e, como tal, tornam-se uma reserva de mem\u00f3ria, um prolongamento do tempo vivido e uma possibilidade de atualiza\u00e7\u00e3o do passado. Cada morador tinha o seu lugar de refer\u00eancia: uma \u00e1rvore, o rio, um local onde tinha ocorrido um evento significativo em sua vida. Compartilhavam os mesmos lugares nos quais iam tecendo suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apresentamos no Museu das Mem\u00f3rias (<em>In<\/em>)Poss\u00edveis o importante registro de mem\u00f3ria que Luciane e Marisa fizeram com seu trabalho, inscrevendo, agora virtualmente, um lugar que n\u00e3o p\u00f4de mais existir na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Assista aqui ao evento: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=3JWHRqjeih8\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=3JWHRqjeih8<\/a><\/p>\n","protected":false},"template":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/museu.appoa.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/acontecimento\/547"}],"collection":[{"href":"https:\/\/museu.appoa.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/acontecimento"}],"about":[{"href":"https:\/\/museu.appoa.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/acontecimento"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/museu.appoa.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=547"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}